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In memorian de Zilda Arns Imprimir E-mail

Elisabete Vitorino Vieira

“Javé lhe mostre seu rosto e lha conceda a paz.” (Números 6,26)

A doutora Zilda Arns, compreendeu muito bem o versículo acima. E, o compreendeu tanto que já não podia contemplar a miséria, a fome e a desesperança como algo natural, como vontade de Deus. Pois, o rosto de cada criança, e de cada mãe refletia Deus. Em cada, criança que necessitava de cuidados básicos na alimentação e na higiene; em cada, mãe que chorava a morte de seus filhos, Zilda enxergava a urgência em fazer alguma coisa.

E, foi assim, que nasceu a pastoral da criança. Com métodos simples de educação para alimentação, higiene e amor salvaram e salva muitas crianças em mães da desnutrição, da morte e da desesperança. A desesperança nos leva ao desânimo e a descrença, deixamos de acreditar que é possível fazer algo, mas a vida exige que façamos algo. A vida, portanto, era a grande motivação de Zilda Arns. Ela não perdeu a esperança na vida, nas pessoas.

A querida Zilda, não perdeu a esperança até o último momento. O último momento foi no Haiti: uma pequena ilha na América Central, que antes de devastado pelo terremoto sofreu a exploração econômica dos homens. Contudo, para Zilda Arns, ainda há esperança no Haiti, porque existe vida. Zilda Arns, agora vive em cada pessoa que luta e defendem a vida, o respeito e a dignidade humana como princípios da busca pela paz.  
 
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