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Conflito agrário em Casa Nova-BA Imprimir E-mail

Polícia diz que garante segurança na reintegração de terras de mais de 300 famílias.

O comandante da Polícia Militar na região norte da Bahia, coronel Ivo Silva Santos, em reunião hoje, 02 de abril, com o procurador Jurídico do estado e representante da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), Estácio Marques Dourado, o oficial de justiça, Alberto Rocha, e moradores das comunidades rurais de Melancia, Jurema, Salina da Brinca e Riacho Grande, no município de Casa Nova (BA), determinou que a polícia local faça cumprir a ordem de reintegração da área e garanta a segurança dos posseiros.

Desde o dia 1 de abril mais de 500 pessoas haviam montado acampamento na praça central do município e ocupado a sede da prefeitura, a fim de pressionar para que houvesse segurança na volta das famílias às suas terras, reparação da destruição causada por seguranças armados e regularização fundiária das comunidades Fundo de Pasto. “Vai ser feita a diligência completa”, disse o coronel. Ele ainda afirmou acreditar que “depois da nossa ida ficou claro que tudo ali tem que ser feito dentro da lei”.
 
No dia 06 de março, as mais de 300 famílias tiveram suas terras invadidas por seguranças armados e outros, que destruíram casas, roçados, prejudicaram a manutenção das mais de 15 mil cabeças de caprinos e a produção de mel. Na época os seguranças estavam acompanhados pela polícia que fazia cumprir uma Imissão de Posse para os empresários Alberto Martins Pires Matos e Carlos Nisan Lima Silva. Eles compraram, junto ao Banco do Brasil, por R$ 639 mil as dívidas da falida Agroindustrial Camaragibe SA, passaram a ser os principais credores da empresa e em seguida negociaram com a família o pagamento. Os herdeiros das dívidas negociaram por R$ 700 mil, pagos não em dinheiro, mas com os cerca de 30 mil hectares de terras onde os posseiros vivem há pelo menos 100 anos.
 
Por Clarice Maia, da Articulação São Francisco, com edição de Raquel Salama, da Cáritas Nordeste3. Leia mais no Cáritas Notícias
 
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A euforia do consumismo

No ultimo dia 13 de março o jornal do Valor economico, que circula entre os empresários, publicou um caderno especial, que trouxe duas tabelas importantissimas, que reproduzimos em anexo.  E parece que a esquerda, os  movimentos sociais e a intelectualidade não se deu conta de sua gravidade.

Vejam: em 2007 as empresas que atuam no Brasil captaram no exterior nada menos do que 32 bilhões de dolares, para suas atividades.   E os bancos que atuam no Brasil captaram em 2006, nada menos do que 330 bilhões de dolares e agora em 2007 mais 82 bilhões de dolares.

São 440 bilhões de dolares em apenas dois anos!.  Ou seja é o capital especulativo que correu disfarçado pro Brasil, e aplicou na bolsa, em titulos da divida interna e sobretudo  está financiado essa onda de vendas a prazo, em todos os setores.

O Governo euforico, a direita euforica, e os pobres euforicos, porque agora podem comprar de tudo, e carros, financiados, pasmem, em ate 90 prestações (  7 anos e meio!!)   Vao pagar dois automoveis. Um para a concessionária e outro para o banco.

Então o dinheiro do capital financeiro sobrante do mundo inteiro, fugindo da recessão e das taxas infimas de 2% e ate negativas na europa e no Japão, corre para o brasil para receber  12,5% do governo, com garantias e ate 48% ao ano quando financia  carros, geladeiras, viagens ao exterior, etc.

Até o turismo vem sendo financiado por esses bancos a essas taxas. Depois de muitas décadas, pela  primeria vez  a classe media brasileira gastou 5 bilhões de dolares a mais no exterior do que entrou de turistas estrangeiros.  Ou seja, a  conta turismo é negativa pro Brasil.  Tudo isso financiado vai voltar pra Europa e Estados unidos, duas vezes, primeiro nas despesas dos brasileiros e depois em juros.

É essa unaminidade de apoio ao governo Lula, que se produziu sob o manto do capital financeiro internacional.

Quando esse  dinheiro terá de voltar?

Quando a sociedade brasileira vai se dar conta que os niveis de consumo financiado pelo exterior é uma ilusão, que não é um verdadeiro crescimento da economia?

Triste país, o nosso, que se ilude com tão pouco.

Fonte: MST
 
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